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CATEGORIAS: Defesas Pós-graduação

Resumo: A tese analisa a evolução urbana da cidade do Rio de Janeiro (1911-2020) sob a perspectiva crítica da geografia da saúde, articulando planejamento urbano, história urbana e saúde coletiva. Partindo do pressuposto da determinação social da saúde e da teoria do desenvolvimento geográfico desigual, adota-se como hipótese que a política de atenção primária à saúde atua como um agente ativo na produção do espaço urbano. O objetivo geral é compreender a constituição histórica e as tendências territoriais da rede de atenção primária na capital fluminense, identificando a espacialização dos ideários sanitários e os padrões urbanos consolidados ao longo do século XX. Metodologicamente, desenvolveu-se um estudo de caso qualitativo e explicativo, pautado no levantamento bibliográfico e na análise documental de acervos públicos. Como inovação metodológica, elaborou-se uma cartografia histórica interativa em WebGIS, mapeando cronologicamente a distribuição dos estabelecimentos de saúde no município. Como resultados, a pesquisa aponta que a rede de saúde desempenhou papel estruturante no desenvolvimento urbano carioca, evidenciando a transição dos modelos assistenciais, das práticas higienistas e campanhistas aos Centros de Saúde, à Reforma Sanitária e à Estratégia Saúde da Família. Por fim, a sistematização geográfica de 350 unidades municipais até 2020 revelou vazios assistenciais, iniquidades e os constantes conflitos entre o princípio constitucional de universalidade do Sistema Único de Saúde e a lógica da cidade neoliberal.

 

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